quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Olhos


Os Olhos mais lindos de lendas passadas, 
Do azul mais claro, com bordas douradas, 
Mais solenes e selvagens do que qualquer criatura extinta, 
E mais suave do que qualquer animal alado. 

As lendas são melodias sombrias, 
Esquecidas pelo povo,
Que sofrem com um soberano 
Que usa os nomes dos deuses. 

Alguém há de cantar de forma tão melodiosa, 
Quando o tirano os fazem sofrer em nome das lendas?
Mas teus olhos, minha amada, 
É a pureza passada das lendas, 
Onde o bem hospedava em todos. 

Teus olhos são enlouquecedores ! 
Fazendo-me duvidar de sua existência, minha querida. 
Fazendo-me amá-la loucamente, 
Levando-me à ruína!

Oh, garota! 
Você expõe meus medos, 
Fazendo com que minha destruição seja você! 
Que os deuses me ajudem! 
Nunca mais serei o mesmo, 
Por causa dos teus olhos. 

Me amaldiçoo por me entregar tão facilmente, 
Só não me arrependo de olhar teus olhos, 
E olharei até o fim da minha existência.


Autora: Geovana Ferlin

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