quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Poemas

Um horror grande e mudo,
Um silêncio profundo. 
O fio d vida a se fragmentar, 
O peito, um último grito rouco a lançar.
A Dama Branca se aproxima, 

Um segundo, dois, 
Nada...
Fico quieto, 

Não sei quanto tempo se passara, 
Só sei que me sinto eternizado. 
Então, 
Longe,muito longe, 
Uma luz a brilhar, 
Vejo uma alma, 
Moribunda a se aproximar. 
Quando ela chega perto, 
Meu coração para, 
A escuridão volta, 
Sinto frio, muito frio,
Não faço ideia de onde estou, 
Um pressentimento me toma, 
E descubro que estou no inferno! 
Frio? 
Sim!
A bela Dama Banca me amaldiçoara, 
Mandando-me para o inferno, 

Mostrando-me o quanto é frio. 

Ouço melodias! 
Não vejo nada!
As vozes me dizem que o inferno é tão frio quanto meu coração.

Silenciosamente, selo um pacto com a Dama, 
Tornando-me Rei dos Mortos, 
Dono do inferno frio   


Autora: Geovana Ferlin 

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