O vento bate fortemente em minha janela,
Não ouso olhar para o outro lado.
Sinto como se estivesse em outro lugar,
Que outra pessoa está em meu lugar.
Dizem que sou louca,
Mas a cabeça dessas pessoas não passam de nada!
Repletas de vermes!
Mortos vivos eles são,
Com diplomas e roupas de doutores.
Penso em uma saída,
Em vida.
Esse lugar é um buraco imundo.
As paredes estão pintadas de dor e sofrimento,
O chão está manchado de sangues,
E as pessoas, marcadas pelo medo,
Marcadas por um diagnóstico de insanidade,
Culpadas injustamente,
Mas é isso...
Minha vida não vai passará disso.
O que me resta,
é encolher-me neste lugar doente,
E nunca,
Nunca esquecer,
Porque as lembranças que me completam,
Só assim, conseguirei viver....
Autora: Geovana Ferlin
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